Em 2020, a Airbus apresentou um conceito de forma a viabilizar a propulsão dos seus aviões através de motores elétricos alimentados a hidrogénio. Apesar de ainda estar numa fase inicial, a verdade é que a marca tem vindo a trabalhar bastante nesta ideia.

Um dos primeiros passos foi apresentado esta semana pela Airbus: a criação do ASCEND (Advanced Superconducting and Cryogenic Experimental powertrain Demonstrator). Na prática, o objetivo é usar a temperatura do hidrogénio líquido para também ajudar na propulsão elétrica.

Com -253º Celsius, a Airbus afirma que é possível otimizar o desempenho dos sistemas elétricos, como é o caso do próprio motor da aeronave. Para isso, irá usar uma série de materiais supercondutores que aproveitam a baixa temperatura para diminuir a resistência elétrica e assim aumentar a eficiência.

Assim, para além do hidrogénio ser usado para gerar energia e alimentar os motores, a Airbus procura aumentar a eficiência de todo o sistema elétrico e conseguir poupar até 50% de energia. Para além disso, o facto de refrigerar o sistema a baixas temperaturas, também irá permitir baixar a tensão usada nos motores, sendo que atualmente, os motores exigem tensões de 500V.

O arrefecimento criogénico não é uma novidade. Na verdade, já existem outros transportes a usar este sistema, como é o caso do comboio Maglev que atinge velocidades acima de 600Km/h. Também no acelerador de partículas (LHC – Large Hadron Collider), este sistema é usado.

Este programa ASCEND irá avaliar múltiplas arquiteturas elétricas, que irão de várias centenas de quilowatts a aplicações multi-megawatts, com e sem hidrogénio líquido a bordo.

A Airbus irá construir o primeiro demonstrador durante os próximos 3 anos, sendo que os primeiros testes serão feitos a partir do final de 2023, através da aeronave E-Aircraft System House. Este protótipo tem como base um Avro e será usado para testar tecnologias de propulsão híbrida e elétrica.

Mas este programa ASCEND não fica apenas pelos futuros aviões, já que deverá também permitir oferecer melhorias de desempenho nos sistemas de propulsão existentes no actual portfólio da Airbus, incluindo helicópteros.

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