Quando se fala em ambiente e indústria automóvel, a primeira coisa que nos vem à cabeça é deixar os combustíveis fósseis de lado e começar a trabalhar com soluções elétricas. No entanto, a verdade é que não podemos ficar por aí e é necessário pensar também na utilização de outros recursos naturais que têm impacto no nosso ambiente. É por isso mesmo que reciclar começa a ganhar cada vez mais destaque, tornando-se mesmo uma prioridade para algumas marcas. No caso concreto da PSA, o grupo tem vindo a encarar esta temática como um enorme desafio para a indústria automóvel para os próximos anos, estando a Peugeot empenhada em integrar materiais verdes ou reciclados na produção dos seus veículos, reduzindo assim a pegada ambiental.

Como encarar o desafio ambiental

De forma a reduzir o impacto automóvel no meio ambiente, a utilização de recursos naturais terá de ser mais eficiente, assim como terá que existir reciclagem de veículos em fim de vida. Só desta forma será possível contrariar o constante aumento de consumo de matérias primas que, caso não seja feito nada contrário, deverá duplicar até 2060 graças aos 10.000 milhões de habitantes que o nosso planeta deverá ter na altura.

Tal como toda a indústria automóvel, o grupo PSA e a Peugeot tem vindo a trabalhar de forma a reduzir o impacto no ambiente. Para isso, tem-se vindo a procurar soluções para os seguintes pontos:

  • recorrer a materiais obtidos a partir de uma cadeia de abastecimento responsável
  • tratamento responsável de produtos em fim de vida útil (especialmente no que diz respeito a veículos elétricos e as suas baterias)
  • utilização de materiais compatíveis com uma economia circular, concentrando-se em duas áreas-chave: necessidade de recuperar e reciclar veículos em fim de vida e reciclar materiais cada vez mais escassos
  • utilizar menores recursos naturais que estão a tornar-se cada vez mais caros, à medida que se vão tornando mais escassos
  • eliminar substâncias perigosas indicadas pela legislação em vigor

A Peugeot e a reciclagem

Aos dias de hoje, os carros novos produzidos pela Peugeot já têm em conta o seu impacto no ambiente. Desde o momento em que um veículo começa a ser projetado, a marca já tem em conta que o mesmo deverá incorporar materiais reciclados que sejam avaliados em função da sua fabricação e recuperação no seu final de vida útil.

Os modelos mais recentes a terem em conta esta política, são o novo Peugeot 208 e o novo 2008. Ambos os modelos levaram à utilização recorrente de materiais reciclados e naturais, sendo que ambos tem uma média de 30% deste tipo de materiais, o que corresponde a cerca de 40 peças. Entre estes elementos destacam-se os seguintes:

  • utilização de fibras naturais de cânhamo para reforços do painel de bordo
  • utilização de polipropilenos reciclados nos deflectores (ar sob o piso, sob o depósito de combustível, airbag, asas dianteiras/traseiras) e nos para-choques dianteiros e traseiros.
  • utilização de poliamida reciclada nos embelezadores e no coletor de admissão, bem como no grupo moto-ventilador.

No caso do novo Peugeot 508, a marca indica uma utilização média de 31% de materiais reciclados e de origem natural, sendo que neste modelo o número de peças passa a 80. Entre as aplicações destacam-se as seguintes:

  • fibras naturais de cânhamo nas condutas de descongelação do para-brisas
  • utilização de polipropileno reciclado nos deflectores e também no dispositivo de arrumação do pneu sobressalente

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